SOBRE A MINHA LIBERDADE

Percebi que sem pensar muito a respeito, antes mesmo de mudar meus hábitos de consumo, sempre encarei a moda de forma mais consciente com as minhas clientes.
Menos "joga tudo fora" mais "experimente novas formas de usar o que você já tem", era natural criar um novo olhar para o velho guarda roupa.

Mas há algum tempo vinha me sentindo desanimada com este universo da moda que eu tanto admirava. A rapidez, a forma como tudo vem sendo descartado, o incentivo ao consumo desenfreado, a falta de significado nas criações, o jeito em que todo mundo veste a mesma coisa, sem propósito, sem pensar sobre, sem amor... Simplesmente não fazia mais sentido pra mim. 

Foi em meio a pensamentos turbulentos e ao meu desanimo que iniciei um trabalho de autoconhecimento, com o intuito de me redescobrir, afinal, como boa aquariana que sou, não podia me entregar sem tentar de todas as maneiras. 

E com muito estudo, meditação, exercícios e até sessões com uma coaching de carreira, tudo começou a fazer sentido pra mim. Precisei parar para enxergar que eu sempre estive no caminho certo. 

E nessa linha de consumir de maneira mais consciente, descobri formas de trabalhar, de comprar e principalmente de viver a vida.

PAREI de consumir sem saber a origem do que levo pra casa. Deixei de comprar em lojas e marcas que não considero éticas, por saber como a indústria da moda destrói vidas e vem destruindo o mundo em que vivemos.

Fiz aulas de costura, só pra entender o quanto é trabalhoso criar e costurar uma peça. Compreendi várias coisas, chorei por muitas outras (e ainda choro), mas entendi que meu papel como consultora de moda é conscientizar, é mostrar caminhos alternativos para que possamos continuar consumindo moda, mas de uma forma humana, ética e com amor.

Em meio a pesquisas, descobri vários brechós, projetos fantásticos, marcas incríveis e conheci pessoas mais incríveis ainda. Percebi que não estou sozinha. Deixei muita teimosia, muito ego e muitos, muitos hábitos para trás. 

MUDEI. E dizem que toda mudança gera medo. Mas pelo contrário, não senti medo. Acho que quando fazemos com o coração sentimos uma paz imensa, um sentimento de liberdade. E é esse sentimento que me move, que me faz todos os dias lutar um pouquinho, pra inspirar outras pessoas e para ajudar esse planeta que hoje vivemos. Nem que seja deixando de usar um simples copo plástico, ou de aceitar uma sacola no mercado.

E nesse turbilhão de sentimentos, em meio ao meu processo de autoconhecimento, meu contato com a natureza aumentou e tirei mais um peso das costas (ou do coração), entendi que não preciso de nenhum  sofrimento para me alimentar e me tornei VEGANA.

Porque pra mim já não fazia sentido pensar só na indústria da moda, é muito mais, vai muito além.

E na era do compartilhamento, com tantas perguntas que tenho respondido e tantas outras que sei que ainda vou responder, achei que seria legal relatar um pouquinho do meu processo evolutivo.
Eu finalmente entendi que a mudança começa na gente e venho tentando ser diariamente a mudança que quero ver no mundo. 

1 comentários

  1. Ameiiii o depoimento sobre essa sua nova fase! Emociona e instiga a também buscarmos um mundo melhor,mais justo,mais humano. :)

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